Eles eram loucos por pedra!

Nos tempos do China-Pau

Texto: Gabriela Saliba



Quem imagina fazer o caminho da Pedra Bonita, e encontrá-lo repleto de flores? Ou a Pedra da Gávea com bastante vegetação no cume? Escaladas em noites de lua cheia como: Agulhinha da Gávea, Agulhinha do Inhangá, Pão-de-Açúcar ou Corcovado?

Conversas entre os cumes do Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PNSO)? Os anjos da guarda sempre estavam a postos, nossos antigos desbravadores eram verdadeiros heróis.

A primeira subida ao Pão de Açúcar data do ano de 1817, e foi realizada por uma inglesa chamada Henrietta Carsteirs, ali foi fincada a bandeira britânica. Considerando isso uma afronta, um soldado lusitano escalou no dia seguinte e escalou o Pão de Açúcar, arrancando a bandeira inglesa, e substituindo-a pelo pavilhão real português. Somente em 1851 a bandeira brasileira foi hasteada nesta montanha, e conta-se que no mesmo ano, um grupo pernoitou no cume, e que uma fogueira por eles ateada foi vislumbrada de toda a cidade.

A montanha símbolo de nossa escalada, o Dedo de Deus, após algumas tentativas frustradas, foi conquistada em 1912 com auxílio de um tronco de árvore por José Teixeira Guimarães, Raul Carneiro e os irmãos Alexandre, Acácio e Américo de Oliveira. O nome da via é Teixeira, em homenagem ao ferreiro que confeccionou os grampos da conquista além da participar da mesma. Sua primeira repetição deu-se em 1931, e a primeira mulher a subir em seu cume foi Luzia Caraciollo em 1933, associada do CEB. Em 1944 é conquistada a face Leste, atualmente a via mais freqüentada desta montanha. Mas quem ouve essas aventuras, nem se quer pode imaginar como era muito mais difícil atingir o cume naquela época.

Para começar a aventura, ir para Teresópolis fazer o Dedo de Deus? Só de trem. Trem este que, saltava-se na estação de Guapimirim, mudando para outro trem, agora de cremalheira, com a máquina empurrando atrás; Logo antes da ponte do Garrafão (PNSO), era necessário jogar-se do trem em movimento, (após ter combinado previamente com o maquinista para reduzir a velocidade do trem naquele ponto...) e dá-lhe pirambeira para cima caminhando. Se pulasse depois da Ponte, já era quase o Soberbo, e teria que atravessar a ponte, bem perigosa para ser feita a pé. Naquela época, a escalada do Dedo de Deus era programa para dois dias, e hoje em dia é feito em algumas horas.

Rosa Lifchitz foi a primeira mulher que fez o cume a Agulha do Diabo, o “Penhasco Fantasma”, uma conquista de 1941 do CEB (Centro Excursionista Brasileiro), o mais antigo centro excursionista da América do Sul. A montanha recebeu este nome de Günter Buchheister, um dos conquistadores, já que pela região havia muitos nomes de santos batizados nas montanhas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos – Teresópolis – Rio de Janeiro, assim como: Dedo de Nossa Senhora, São Pedro, Nariz da Freira, Nariz do Frade, São João, Santo Antonio, Pedra da Cruz...

Sair de mochila nas costas e cordas penduradas na rua era motivo para mil olhares surpresos, intrigados... Quase todos trabalhavam, e só tinham os finais de semana livres, alugavam-se caminhões para algumas excursões, as estradas eram um atoleiro só.

Havia as excursões para escalar, e aquelas para caminhar, algumas chegando a números surpreendentes de participantes, registros marcam excursões com mais de cinqüenta pessoas, eram para lugares como: Ilha de Brocoió, Excursões Praianas, Itaipuaçú, Mangaratiba, Conceição de Jacareí, organizavam-se churrascos, escaladas à fantasia, piquenique no estilo do século XIX, despedidas de solteiro, tudo era motivo para ir para a montanha. Alguns clubes tiveram sedes praianas e até corais.

Era comum um pequeno trote aos iniciantes: momentos de frio, mas também de união e amizades para toda uma vida; os almoxarifados ofereciam caixas de primeiros socorros para as excursões; os clubes tinham hinos que costumavam serem entoados nas viagens, eles levavam instrumentos, mais do que a preocupação atlética da performance de seus participantes, a amizade desta gente fez laços inquebrantáveis, gerou casamentos, e algumas gerações de escaladores, com tradição na cidade do Rio de Janeiro, assim como as famílias: Arnaud, Motta, Menescal e White, dentre outras.

Lendas das mais diversas, desde a da Pedra da Gávea, ou da “mãe de ouro”, de onde diziam que poderiam ser vistas bolas de fogo saindo dos olhos do Imperador Badezir (a cabeça perfeita formada na pedra), passando por bruxas que moravam no cume de diversas montanhas. Gente que virou mito, ou nome de via como o Vilela, do Paredão Vilela, que faz parte da via Teixeira, do Dedo de Deus no PNSO. Contam que Vilela levou uma turma no Dedo de Deus para escalar, anoiteceu e eles não puderam descer porque era muito perigoso, ele então resolveu pegar cobertores no acampamento, mas não voltou. Pela manhã desceram, ele estava morto, caído por sobre uma árvore.

Walmir de Castro era montanhista e faleceu num incidente no Pão de Açúcar, George de Castro era bombeiro e morreu em ação, os dois ganharam nomes de vias; Carlos Costa Leite, um antigo associado do CEB, desapareceu supõe-se em uma caminhada na Floresta da Tijuca...

E as vias que ficaram meio esquecidas pelos escaladores mais jovens, como: o famoso Paredão Marumbi (Pedra João Antônio), o Paredão Cardeal, o Paredão Crocodilo (Tijuca Mirim), o Paredão Bolha D’água (Pico da Tijuca), o Paredão Amélia Porto (Freguesia), a Chaminé Rio de Janeiro (a maior do Brasil em comprimento, impossibilitada de repetição devido ao lixo em seu interior, antiga via de descida), Cabeça do Índio (Corcovado), Chaminé Gêmeas (Agulhinha da Gávea), Passo do Gigante e Jânio Quadros (Agulhinha do Inhangá, também conhecida como Agulhinha de Copacabana).

O material dos montanhistas era o já usado pelo Exército, comprado na antiga rua São Pedro, antes da Presidente Vargas ter sido alargada; e na Loja Magalhães Sucupira, as duas no centro da cidade eram: mochilas, cantis, bornais, cordas de sisal, barracas de lona, botinas, as cordas de trinta metros, quarenta no máximo, um peso descomunal, algumas mochilas tinham o fundo de madeira, ou armação metálica, muitas delas eram feitas em casa.

Tempos de um sapateiro na Rua Corrêa Dutra, no bairro do Catete, chamado Francisco Franco, ele colocava o solado VIBRAM (de Vitale Bramani, seu inventor) na bota comum, ressolava outras botas com solado de pneu, colocava as cardas nas botas e confeccionava por encomenda.

O Campo Escola era o do Morro da Bica em Cascadura, também conhecido como Pedra Rachada, onde algumas pedras eram designadas por letras do alfabeto, para ficar mais fácil. Para se fazer a Chaminé Stop, um clássico do Pão de Açúcar, o montanhista tinha que subir e descer três vezes a chaminé de lá com maestria.

Escadas, varas de pescar, troncos de árvore, os pitons no início eram em forma de U ou em faca, e os improvisos, os mais inusitados: com canaletas de ferro, cunhas de madeira que poderiam ser confeccionadas a partir de um belo pé de cama, porém as mais clássicas eram as de peroba rosa.

Havia uma hierarquia nos Clubes, para escalar o Dedo de Deus, um novo sócio deveria passar por uma série de escaladas “preparatórias” antes...

Um ano era a média para fazer o curso de Guia dos Clubes, e o grau de exigência era grande, visto que havia um número de escaladas (das mais freqüentadas), que deveria ser feito naquele período para que o escalador fosse admitido. Para os que tinham menos experiência, havia cursos preparatórios, e no caso, o aluno era classificado num grau mais baixo, podendo evoluir em cursos de aperfeiçoamento ou guiando excursões supervisionadas por um instrutor. Haviam provas teóricas e práticas: Cordas e Nós, História do Montanhismo, Animais Peçonhentos, Orientação, Primeiros Socorros, Liderança, Massagem; além repetir as vias mais difíceis da época.

Escaladas inaugurais eram de praxe, após uma conquista finalizada o clube responsável convidava os outros clubes da cidade para a inauguração oficial da via, normalmente o evento era movimentado por várias duplas, e era programa para um dia inteiro. Algumas dessas escaladas inaugurais chegaram a reunir dezenas de pessoas.

Paredão Marumbi, um dos mitos das décadas de 50 e 60, era considerada uma das vias mais exigentes da cidade, o nome da via foi uma homenagem do CEB ao Círculo de Marumbinistas, de Curitiba (CMC).

Giuseppe Pellegrini (CERJ), foi um dos grandes sistematizadores da “escalada na unha”, aonde o grampo ainda era um ponto de apoio na escalada e na segurança era primordial.

Década de 60, e o Jornal O Globo passa a ter uma coluna de montanhismo, aonde eram divulgados os programas e endereços dos clubes cariocas, além dos croquis das novas vias conquistadas, com a ajuda de Ivo Pereira e Idalício, os responsáveis.O esporte ficou muito mais em evidência.

Em 1962 um grande churrasco oferecido pela diretoria do PSNO, juntou os clubes da época para comemorar o cinqüentenário de conquista do Dedo de Deus e os Correios lançaram um selo comemorativo.

Foi também quando começaram a tirar os cabos de aço das vias, a técnica começava a se aprimorar. Época em que também ocorreu a conquista da via Quinze de Novembro, na Agulhinha da Gávea, também conhecida como Pedra Aguda, em um dia apenas, sem o uso de grampos, apenas com cunhas de madeira e pitons.

Foi na década de 60, que o paredão “Baden Powell” no Irmão Maior do Leblon é conquistado graças às cordas de sisal mais longas, feito de um grupo do CERJ. Este foi o marco do início da revolução da escalada no Brasil, até então as escaladas eram basicamente feitas em técnica de chaminé, mas a partir desta conquista, tudo mudou, veio a fase da escalada em paredões. Enquanto isso, Ricardo Menescal, um dos fundadores do CEC e do Camping Club do Brasil fez a primeira lista de classificação de escaladas do Rio de Janeiro mais difundida, anteriormente Salomith Fernandes já havia preparado uma.

Salomith Fernandes inovava colocando seus participantes para escalar ao invés de apenas subirem na corda fixa, na época foi muito criticado, sendo considerado este um ato de loucura. Ele considerava que o prazer da escalada “na unha” não deveria ser só do guia...

As novas técnicas de escalada foram trazidas de fora por Ricardo Menescal, Orlando La Corte, Hudson Machado e pelo Jimmy (Drahomir Vrbas). As obras primas desta turma foram conquistas como: o Paredão Secundo Costa Netto e a Chaminé Galotti (as duas no Pão de Açúcar – RJ) esta, conquistada em livre com um lance em estribo, depois cabeada e a Chaminé Cachoeiro – Cachoeiro do Itapemirim - ES, que nunca recebeu cabos de aço, e foi conquistada com cunhas de madeira, pítons, pêndulos e alguns poucos grampos.

Década de 70, problemas com a entrada no Morro da Babilônia, dentre outros acessos para os morros da Urca e do Pão de Açúcar – Urca / RJ (região militar), as regras modificavam-se com freqüência; surgiu a primeira Federação Carioca de Montanhismo, e durou cerca de dez anos entre idas e vindas. A chegada dos materiais importados se inicia...

Algumas das escaladas mais cobiçadas eram: Chaminé Cachoeiro (Cachoeiro do Itapemirim - Espírito Santo), Chaminé Brasília (Pancas – Espírito Santo) e Chaminé Pellegrini (Pico Menor de Salinas – Friburgo).

Tinha um oito “fininho” da Volkswagen que o pessoal usava como aparelho de descida.Os grampos eram feitos por encomenda no ferreiro. A maceta (uma espécie de marreta arredondada para bater os grampos numa conquista), para a época foi um grande avanço, escadinhas de trilho de cortina, corda de nylon torcida, trançada, mosquetões Pierre Alain (os primeiros de alumínio ainda sem trava).

Roda Viva no Morro da Babilônia, foi um dos primeiros paredões de agarras conquistado em livre de baixo para cima, um marco para a época. Outras vias também conquistadas pelo CEC (Clube Excursionista Carioca) ficaram registradas na história de nossa escalada: Sombra e Água Fresca (Irmão Menor do Leblon), Patrick White (Irmão Maior do Leblon), Pico da Foca (Espírito Santo), Lagartão (Pão de Açúcar), C-100 (Pedra da Gávea) pela qualidade técnica que ali despontava da nova geração de escaladores e por vezes pela ousadia dos mesmos durante estas aventuras.

É lançado o livro de Allan Blacksahw, Mountaineering (Penguin Books), aonde era feito um apanhado de toda a técnica anterior, desde as cardas nas botas, até os relatos de experimentos escoceses, aonde usavam porcas como nuts... Por outro lado estávamos sofrendo o impacto do desenvolvimento tecnológico, em torno do alpinismo gerado principalmente por parte da turma francesa: Herzog, Gaston Rébuffat, Leonel Terray. A influencia alemã acabou sendo interrompida devido a Segunda Grande Guerra. O tema segurança ficou mais em evidencia após a conquista do paredão “Patrick White” e a influência de Chouinard, Allan Blackshaw e Rébuffat foi decisiva.

A subida da Face Sul do Garrafão com a idéia de dormir na parede, subir leve no mais original estilo alpino, foi um choque para as gerações mais antigas na época, já que o de praxe era levar todo o material, abrir trilha, acampar na base com as mulheres cozinhando e eram necessárias várias investidas para completar uma conquista. Tudo planejado, alguns grampos de ¼” na mochila caso fosse necessário, o mínimo de equipamento e a previsão de até cinco dias de escalada, dormiram próximo do rio para carregar pouca água; a parede oferecia várias fendas.

Julho de 1975, na primeira enfiada, Rogério Ribeiro de Oliveira abre a conquista. Todo o resto foi encabeçado por Eugênio Kahn Epprecht; Primeira noite na parede, a dormida foi num platô (cerca de 12 metros), daqueles que não tem cara de que vão durar por muito tempo, e uma série de pequenas árvores serviram de perfeitos back-ups, a gaita do Rogério de fundo musical, estrelas cadentes no céu.

Segundo dia de conquista, e uma placa enorme de pedra com terra ao fundo foi uma cama perfeita, os convidando para não seguir até o “ombro” naquele dia, contam, que foi o melhor bivaque da vida deles. Tempo virando e parede para subir ainda, a preocupação aumentando, pois caso uma chuva viesse enormes pedras as quais eles haviam passado poderiam cair sobre Rogério, o último da cordada.

O lance mais difícil foi conquistado neste dia, a chuva fina caindo depois do “ombro”, chegando na “rolha” (o nome da montanha se dá ao fato de ser a figura de uma garrafa perfeita).

Cume por volta da hora do almoço. Foram três dias e meio de investidas, e para descer, eles foram pela borda da montanha nuns costões “meio que em pé”. (esta montanha só foi escalada novamente quatorze anos depois).

A idéia de profissionalizar a escalada não foi recebida inicialmente, (como sempre o novo causando impacto). Posteriormente, pessoas como Alexandre Portela, Sérgio Tartari e Marco Vidon começaram a dar aulas de escalada, já década de 80, dali em diante, começou a ficar comum encontrar montanhistas de uma nova geração que não eram membros de clube algum.

Da década de 80 em diante, com a primeira botinha de escalada fabricada no Brasil, a Natisnake, e a entrada de material importado agora em grande volume foi um boom, e o esporte começou a caminhar a passos largos.

Alguns marcos da escalada feminina brasileira foram realizados pelas cariocas Kátia Torres a “Katinha” e Lilian White, elas fizeram uma conquista no Morro dos Cabritos chamada Paredão Lilith. Nova aventura, a dupla foi acompanhada por Valéria Comforto e Simone Duarte. Saíram de caiaque de Ipanema em direção à Ilha Cagarra, cerca de 5 km da costa para abrir uma via de escalada chamada “Sereias Desvairadas”. Foram quatro idas à ilha para realizar a conquista. Kátia quebrou o pé no decorrer da aventura, e a turma contou com a ajuda de Tereza Aragão, como substituta de Kátia. A façanha destas mulheres, na época adolescentes, até hoje é comentada com respeito e admiração.

André Ilha teve um papel importante com feitos como: em 1982 na busca de fendas para escalar em móvel, ele acaba por descobrir os “Ácidos” - Urca – RJ, e sua primeira conquista naquela parede foi a Fissura Nada a Ver. Mais tarde, juntamente com Lúcia Duarte, abrem a primeira via, o Ácido Ascórbico, nome advindo de uma conversa sobre qual seria o nome mais absurdo para uma via de escalada, e chegaram à conclusão de que componentes químicos seria a escolha mais estapafúrdia! Em seguida parte para a conquista da via “Ácido Lisérgico” e mais uma série de vias com nomes de ácidos, conquistados por André Ilha, Serginho Tartari, Giovani Tartari e Alexandre Portela dentre outros. Esta parede foi o primeiro point de escalada esportiva do Brasil, suas vias foram praticamente todas conquistadas de baixo para cima.

Fora do Brasil o FFA (First Free Ascent) estava em voga, ou seja, trabalhar as vias em artificial para fazê-las em livre. Em contrapartida no Brasil André Ilha e Lúcia Duarte criam a MEPA (Máxima Eliminação de Pontos de Apoio). Dário dos Santos, Zé Luiz Lozada e Sérgio Tartari também se juntaram neste movimento.

Em 1983 aconteceu o 1º Encontro Brasileiro de Montanhismo em Teresópolis, e a divulgação do uso de material móvel, aonde mais de cem pessoas assistiram. André Ilha preparou o Manifesto sobre a Escalada Natural, que foi lido nesta ocasião e panfletado posteriormente nos clubes da cidade com o apoio de Marcos da Silveira.

Mais uma vez, André Ilha, juntamente com Lúcia Duarte, elaboram o Catálogo de Escaladas do Estado do Rio de Janeiro, publicado em 1984. Mesmo ano em que participou da descoberta da Serra do Lenheiro São João Del Rey – MG, juntamente com o Tonico, um antigo parceiro de escalada. Lugar este que se tornou o primeiro point de escalada móvel do país. 1986, e mais uma nova descoberta, a de mais uma região com grande potencial para as escaladas, a Serra do Cipó – MG em companhia de André Jack. André Ilha hoje em dia soma um número superior a 400 conquistas.

Uma dupla que, indiscutivelmente fez história foi a de Alexandre Portela e Sérgio Tartari, eles assinam algumas das conquistas mais ousadas e de valor técnico da década de 80, numa lista tão grande que cansa só de falar. Entre elas estão “Contra-Pino” e “As Lacas Também Amam” no Pão de Açúcar, “Tragados Pelo Tempo” no Corcovado, “Terra de Gigantes” na Pedra do Sino, a big-wall mais difícil do Brasil até hoje. (Algumas destas vias contaram com a participação de outros conquistadores).

Apesar da descoberta da escalada independente, os clubes continuam muito vivos com seus arquivos invejáveis, seus acervos vivos e as velhas pranchetas repletas para cada final de semana e feriado. Honra seja feita, foi nos Clubes Excursionistas que o montanhismo se desenvolveu a partir da década de 20.

















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