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Ilha das Cagarras em 20/jan/23

A construção dessa nossa ida à Ilha Cagarras no dia 20/jan/23 começou num "último grampo" no dia de uma escalada na Urca (10/12/22). Evelyn e eu estávamos conversando sobre assuntos como climb, bike, canoa e a Ilha entrou na conversa por causa da via Sereias Desvairadas, conquistada em 1988 por Lilian White, Simone Duarte, Valéria Conforto, Kátia Torres e Teresa Aragão, que foram remando até a ilha.


Na festa de fim de ano do Light(16/12/22) nós chamamos a Rocio para começar a combinar uma atividade envolvendo remo e escalada nas Cagarras. Rocio gostou da história e abrimos um grupo convidando outras pessoas de canoa e escalada (nunca remei uma canoa havaiana).



A partir daí, Evelyn, Fabio Candido, Lucinha(CEC), Maíra, Mariana Almeida, Paula Habib, Rocio e eu começamos a tentar organizar a empreitada. Rocio é a mais experiente em canoas e desde o início sugeriu a adoção de um barco de apoio acompanhando a canoa, para que as pessoas pudessem alternar a remada. Sugeriu também que fizéssemos uma investida inicial de reconhecimento, apenas remando. Então nós começamos a procurar a disponibilidade de agenda comum, canoa e barco. Mariana Almeida e Evelyn conseguiram remar até lá com o clube de canoa que elas participam.




Maíra conseguiu a oportunidade de alugar uma canoa com sua professora, para quando tivermos agenda comum. E tivemos dificuldades de agenda. Eu consegui o contato desse barqueiro Thiago, porque no dia 13/jan passei no Quadrado da Urca (depois de escalar) para perguntar pessoalmente que barqueiros ali poderiam nos atender (alguém lembra como era o mundo antes das redes sociais digitais?), e o conheci, e soube que estava disponível no feriado 20/jan. Como acontece muito, a agenda não foi comum para todas as pessoas do grupo inicial, que foi consultado antes. Combinamos então que esta primeira investida seria sem canoa e abrimos a atividade para quem não está envolvido no projeto inicial.


As pessoas que confirmaram e puderam participar foram: Carol Antonucci, Carol Feder, Gui Costa, Gui Moreira Marques, Gui Silva, Luciana Yuen, Marcel Nogueira, Mari Kamon, Mariana Almeida, Norma Bernardo e Rocio Viniegra.



A ilha não tem um ponto de ancoragem, o barco fica ancorado a alguns metros de distância, e é preciso organizar a logística de transferência, do barco para a ilha, dos equipamentos de escalada, água e comida, sem que estes itens tenham contato com a água do mar. Para isso é necessário algum repositório estanque, onde a água não entra, para transportar os itens do barco até a ilha e içar até o platô. Conseguimos pegar emprestado um tonel com tampa, que cumpriu bem seu objetivo.



O barqueiro cobrou um valor de no mínimo mil Reais, e mais cem Reais por pessoa se o grupo fosse acima de dez pessoas. Combinamos o embarque às 6:30h e o grupo estava presencialmente completo com poucos minutos de atraso. A navagação de ida foi bela e tranquila, pois saímos do quadrado da Urca, margeamos o Pão de Açucar, depois o Babilônia e seguimos em direção à ilha, durante aproximadamente 90 minutos (tivemos um atraso pois o barco ainda estava sem combustível).



Como referência para o local do platô, usamos a imagem https://static.wixstatic.com/media/7fefc4_c357605ac53a4b5e9df40572b0b7bf9a~mv2.png/v1/fill/w_740,h_538,al_c,q_90,usm_0.66_1.00_0.01,enc_auto/7fefc4_c357605ac53a4b5e9df40572b0b7bf9a~mv2.png disponível no relato do Pedro Bugim publicado em https://www.blogdobugim.com/post/manuten%C3%A7%C3%A3o-nas-vias-de-escalada-das-ilhas-cagarras e a Luciana conseguiu reconhecer o local durante a aproximação do barco. Chegamos perto, vimos as proteções fixadas, e confirmamos que ali era o lugar.



A base das vias fica em um pequeno platô cuja facilidade do acesso depende um pouco da maré. Na maré baixa, há um trecho maior com muitos mariscos, cujas conchas podem nos cortar. O uso de calçado protegendo os pés é necessário.



Carol Antonucci foi a pessoa que nadou do barco à ilha com uma corda a ser fixada nas proteções para conectar o barco ao platô, e conseguiu acessar o platô com facilidade.




Foi fixada uma corda para facilitar o acesso da água ao platô para pessoas que preferiram usar este recurso e reduzir o risco de acidente. As pessoas foram nadando do barco à ilha e fizemos algumas transferências de carga do barco para a ilha usando o tonel estanque e as cordas, envolvidos por dezenas de fragatas. Estávamos prontos para começar a escalada. Do platô foi possível enxergar cardumes de peixes muito perto de nós.







Das quatro vias existentes, entramos na Sereias Desvairadas, Sereia Cagona e Pedras flutuantes. Em todas as vias percebemos a rocha bastante quebradiça, afetando a graduação registrada nos croquis que pesquisamos. As proteções estavam em boas condições, mas a rocha quebradiça demandou atenção constante.




Havia previsão de chuva e começou a chover por volta das 13h, quando algumas pessoas já haviam retornado e outras estavam retornando. Fizemos a logística de recuperar o material para o barco, embarcamos e fizemos a navegação de retorno (em um mar mais mexido que na ida), quando passamos por um grupo social de golfinhos, o que nos deixou bastante emocionados.



Chegamos às 15h de volta no quadrado.


Em nosso grupo de whatsapp fizemos alguns comentários sobre o estado das vias que foram encaminhados para o "Bagre". Algumas fotos também foram encaminhadas para o Ariel, membro do Conselho Consultivo do Mona Cagarras, quem nos emprestou o tonel.



Gui Silva


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