ONDE ESTIVEMOS ::
2015-04-18 | Pedalada Rio-Teresópolis

Por: Guilherme Silva

No último sábado , dia 18/04/15, Fernando Araújo e eu resolvemos brincar de um outro tipo de escalada. Fomos pedalando até Teresópolis, no mirante do Soberbo, que fica a 1.000 metros de altitude.

O ponto de encontro foi as 4:30h no Posto Bracarense. Cada um saiu de sua casa já pedalando. Eu pedalei uns 12 km até lá e o Fernando uns 3km. Bom aquecimento.

Hidratados e alimentados começamos o caminho aceitando a sugestão do Google maps. Fomos por Benfica e logo saindo da rua São Francisco Xavier minha luz traseira caiu. Ouvimos o barulho, resgatamos a luz e ela passou a ir dentro do bolso traseiro da minha camisa. Entramos na Av. Brasil pela pista lateral. Ali o que queriamos era terminar, rs. Eu estava em última marcha e botando pressão. Havíamos conversado com o Paulo Ney uns meses antes e ele já nos informou que as agulhas de saída da avenida têm transito muito intenso e rápido. Atravessá-las era trabalhoso. Por isso optamos por este horário, acreditando em um fluxo menos intenso. No complexo do Alemão passamos por uma festa com som alto, muito taxis parados e uma galera indo embora, com cara de sono e embriagues. Muitos carros de polícia ao longo de toda a via. Quando saímos da Av. Brasil entrando na Washington Luis comemoramos o primeiro marco.

Em nosso planejamento consideramos uma primeira parada perto da Casa do Alemão. Passamos ali antes das seis da manhã e a casa estava fechada. Seguimos em frente e decidimos parar em um recuo, já na BR-116, alguns quilômetros adiante. Biscoitinho, água, gatorade, carbogel, conversa... vamos seguir!

Na BR-116 encontramos vários ciclistas de estilos diferentes. Moradores com bicicletas simples, ciclistas solitários e rápidos, grupos com carro de apoio, etc. Na maior parte do tempo o acostamento oferecia asfalto em boas condições, e a estrada tinha poucas variações de altitude. Nossa altitude era em torno de 9 metros acima do nível do mar e nossa velocidade média estava em torno dos 28 km por hora.

Havíamos planejado descansar na Parada Modelo. Chegando perto decidimos seguir um pouquinho para um lugar mais confortável. A segunda parada foi na Casa dos Queijos (-22.520551,-43.002312,16), logo depois do início da subida. Chegamos ali as 7:40h, depois de aprox. 75km pedalados. O lugar abre as 8 e ficamos descansando, depois de rosto e braços lavados no banheiro, que já estava aberto. Lanche rico em carbohidratos, bebida rica em açúcares, voltamos para as bicicletas. Uma delas estava derrubada no chão e com o pneu dianteiro furado. Fernando trocou rapidamente a câmara e retomamos os pedais às 8:40.

A subida foi trabalhosa. O sol já estava forte e subimos devagar. Paramos 3 vezes na subida, duas vezes em sombras na estrada e uma vez no garrafão, onde a água gelada foi revigorante. Dali subimos sem parar até o mirante do Soberbo, onde chegamos às 11h e bebemos deliciosamente caldo de cana.

Essa atividade foi combinada entre nós e foi experimental. O combinado era ir até onde estivéssemos confortáveis e poderíamos parar a qualquer momento. Ali no Soberbo avaliamos a situação e decidimos começar o trajeto de volta. Resolvemos descer a serra de volta para Guapimirim.

Comecei a descida deixando a bicicleta livre e freando pouco. Carros atrás se aproximavam e íamos para o acostamento liberando as passagens. De repente vejo o Fernando me ultrapassando muito rápido. Começo a rir, libero os freios e tento pedalar para dar mais velocidade. Eu já estava na última marcha e pedalar já não aumentava a velocidade. Os carros já não nos ultrapassavam mais. Mais à frente um caminhão descia lentamente, criando uma fila de carros. Ultrapassamos todos e ganhamos uma pista livre até Guapi.

O sol de meio dia estava forte, em um céu sem nuvens. Pedalar até o Rio seria sofrimento. Lá chegando procuramos informações sobre o trem. Sabíamos que era possível colocar as bicicletas no trem. Fomos para a estação da Parada Modelo e chegando lá vimos o trem passando. Acho que são quatro por dia, aos sábados. Teríamos que aguardar horas até o seguinte.

Ligamos para o super-herói Guilherme Mendes e, em dez minutos ele estava ao nosso lado na bicicleta dele. Pedalamos até sua casa, bebemos muita água, deixamos as bicicletas na garagem e o Gui Mendes foi andando conosco até o ponto e ali esperou até o ônibus passar. Um dia eu quero ser tão gentil quanto o Gui Mendes foi conosco.

Amanhã, feriado, passaremos por lá para pegar as magrelas.